21 março, 2014

"Nós nos tornamos uma estranha família"


 The Birthday Massacre começou a fazer música juntos em 1999 pelo simples fato de ser algo natural de se fazer. Agora, mais de uma década depois, eles lançaram independentes de forma bem sucedida, junto com a Metropolis Records, viajaram pelo mundo e viram em 2010 o algum “Pins and Needles” ficar no top 10 da Billboard’s Heatseekers. Trabalhando em um novo disco eles estão aproveitando a primeira oportunidade de se aproximarem dos fãs e você pode ser o primeiro a ouvir o novo disco.

Nós tivemos a chance de conversar com Rainbow, Chibi e M. Falcore sobre esse sucesso com a Pledge Music em apenas 24 horas.

  • Já se passou mais de uma década depois do primeiro álbum. Vocês acreditavam que ainda estariam fazendo música juntos?

Rainbow: Para ser honesto, eu realmente não pensava sobre isso. Naquela época eu estava tão envolvido com o momento que eu não pensava no futuro. Meu foco era ter os pés no chão. Nós éramos um grupo peculiar de amigos fazendo nossas coisas e vivendo o dia a dia, e a banda era uma extensão daquela química. Eu nunca tive nenhuma expectativa particular sobre minha carreira. Eu apenas queria estar com meus amigos na banda.
Chibi: Nós começamos a banda como um projeto e nós podíamos trabalhar juntos e nos divertir. Não fazíamos a menor ideia que estaríamos juntos mais de uma década depois. Se alguém tivesse me dito que nós faríamos tudo o que fizemos, as viagens, onde fomos e todas essas músicas que fizemos eu não sei se teria acreditado.
M. Falcore: A maoria das bandas não fica esse tempo juntas, mas nos primeiros dias nós realmente não pensávamos sobre o tempo que trabalharíamos juntos. O trabalho simplesmente aconteceu dessa forma.


  • O que vocês diriam que permitiu que vocês continuassem juntos todo esse tempo e ainda estando bem?

Rainbow: Compartilhando interesses, gostos similares, bom humor, compreensão e perdão têm sido importantes. Além disso nós estamos compartilhando muita história e passamos por muita coisa juntos, através desses anos nós nos tornamos uma estranha família. É difícil para eu dizer como ou porquê "estamos bem", mas eu espero que seja por causa da honestidade e esforço que nós colocamos em nosso trabalho junto com o nosso público. Nós podemos não parecer sérios, mas nosso trabalho na banda é bem sério.
Chibi: Então, é o resultado de comunicação, aprendendo com os erros, respeitando um ao outro da melhor maneira que podemos e definitivamente nosso senso de humor. A gente realmente se importa um com o outro. Há altos e baixos, é claro, entre a gente, mas a gente aprende com isso também.
M. Falcore: Quando você está trabalhando artisticamente com um grupo de amigos há um nível de compaixão entre todos envolvidos. O ego das pessoas sempre estará trabalhando contra a colaboração saudável, e se você não mantiver as coisas em ordem então o relacionamento será destruído. Eu acho que esse seja o motivo de muitas bandas se separarem.


  • Vocês têm uma base bem apaixonada de fãs. Vocês já tinham pensando em fazer essa ligação direta entre os fãs e os álbuns anteriores? Por que vocês decidiram fazer isso neste álbum?


Rainbow: Ter um relacionamento direto e significativo com nosso público sempre foi algo importante para nós. Nós realmente não tivemos essa opção antes, mas agora a oportunidade apareceu e o momento é esse.
M. Falcore: Eu não me lembro de ter tido essa opção nos outros álbuns, pelo menos não de uma forma concreta. Há potencial nessas pessoas em ter esse relacionamento direto, sempre foi muito importante para nós termos o respeito dos fãs.


  • Como vocês se sentiram ao alcançar o objetivo inicial de vocês após 24 horas?


Chibi: Fiquei totalmente surpresa.
Rainbow: Foi incrível. Uma resposta muito positiva. Mais do que pudéssemos esperar. Muito inspirador e encorajador.
M. Falcore: Nos fez bem saber que nossos fãs realmente se preocupam com a banda. É fácil esquecer isso quando você está trabalhando na indústria da música. Nós ainda somos uma banda independente e a indústria nos deu muito apoio, então isso nos faz acreditar que nossos fãs são as pessoas mais importantes quando de trata de TBM.


  • Há algumas coisas exclusivas para os fãs aqui. Quanto tempo demorou para vocês colocarem isso na lista? Vocês têm alguns favoritos?


Rainbow: Levou algum tempo para fazermos a lista, mas foi um processo divertido. Letras manuscritas e as sessões de mixagem estão entre meus favoritos. Nós fomos adicionando outras coisas durante a campanha.
Chibi: Foi muito legal pensar sobre que tipo de objetos nós gostaríamos de ver oferecidos por bandas que gostamos. Meus favoritos são os que envolvem arte visual – as pinturas e as guitarras customizadas.
M. Falcore: Demorou um pouco porque nós queríamos que a lista ficasse legal. Meus favoritos são as sessões de escuta da banda e sessão de fotos. Se eu pudesse sentaria em um estúdio com minha banda favorita e os ouviria gravando o novo álbum antes de ser lançado, acho que se isso acontecesse minha cabeça explodiria. Ainda bem que nenhuma cabeça explodiu.

  • Para os fãs de longa data, como algumas das novas músicas podem ser comparadas com as do “Hide and Seek”?


Rainbow: É difícil comparar nossos álbuns anteriores com o próximo porque nós ainda estamos no processo de composição e gravação. Cada álbum que já fizemos assumiu vida própria e o próximo está começando a fazer o mesmo. Ele já tem um som e atmosfera muito original. Eu também estou muito animado sobre os temas e referências nas letras de algumas músicas. Eu não quero dizer muito agora, mas nós estamos realmente gostando do processo.
Chibi: É, impossível comparar com os outros agora.
M. Falcore: As músicas ainda estão tomando forma, então fica difícil dizer algo definitivo. Nós estamos tentando empurrar a barreira e expandir o som. Nós sempre tivemos uma inclinação pelo cinema, mas estamos tentando enfatizar um pouco mais. E os temas de “Hide and Seek” ficaram de fora..


  • Vocês estão oferecendo um remix exclusive feito por Rainbow e Falcore. Nesse remix tem muito do passado?


Rainbow: Mike e eu fizemos remixes no passado e foi um grande momento. Desconstruir e remontar a arte de alguém em algo novo pode ser um processo realmente inspirador e interessante. Nós não temos muito tempo para pegar projetos criativos fora do The Birthday Massacre, então estamos realmente animados sobre esse exclusivo. Vai ser divertido.
M. Falcore: Nós fizemos remixes para outras bandas e sempre foi divertido. A pressão de fazer algo do nada, que não está lá, é bom para uma mudança. E sonoramente eles fornecem muitas oportunidades para experimentar. Nós estamos olhando adiante.

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